11 de abril de 2015

Afonso Henriques, o Homem

Esta opinião já andava para ser escrita há pelo menos uma semana, se caminho estou a terminar o outro livro e ainda não escrevi nada sobre este.

Primeiro de tudo tenho de referir que dificilmente compraria este livro. Apesar de ser um romance é baseado na história de Portugal e história (de Portugal ou outra qualquer) sempre foi coisa que nunca me interessou. Chegou-me às mãos como prémio de um passatempo (aqui a Inês costuma participar em passatempos, especialmente de livros, e muito de vez em quando lá surge algum prémio aqui em casa) e assim lá peguei nele para ler: Afonso Henriques, o Homem de Cristina Torrão.  

Custei a entrar no ritmo do livro (deve ser problema meu, porque são poucos os livros que me prendem logo desde o início), mas fui insistindo e quando terminei gostei do que li, o que me surpreendeu. Fiquei até curiosa para ler outros livros da autora. 
O livro começa com o morte de D. Henrique quando Afonso Henriques tinha quatro anos. Contudo é a parte da conquista do território ao mouros e disputas com o primo já em adulto que prende uma pessoa ao livro. A juntar a isso a vida amorosa de Afonso, o facto de não ter sido possível casar com a sua grande paixão, o casamento "forçado", a distinção dos filhos legítimos e ilegítimos e como estes se devem ter sentido. A luta pelo título de Rei de Portugal. 
Para além da vida de Afonso Henriques, também a vida dos filhos é retratada no livro. Temos diferentes pontos de vista sobre o mesmo assunto, o que mantém o interesse no livro. 

Este livro mostra como poderá ter sido Afonso Henriques enquanto homem, enquanto líder, amante, estratega, pai, tudo e mais alguma coisa, conseguindo no fim ter o seu reino e ser reconhecido como Rei de Portugal. 

Devo dizer que teria muito orgulho se o primeiro Rei de Portugal tivesse sido como este livro o retrata. Se o homem que conquistou este território aqui à beira mar plantado foi assim um excelente estratega tão impressionante, uma pessoa tão interessante, pois bem temos bons ascendentes (que nem sempre se vê nos portugueses de hoje). 

Que eu tenha um bocadinho em mim deste Afonso Henriques e que consiga no fim triunfar :)

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