13 de novembro de 2016

Os Adivinhos de Libba Bray

Já não comprava livros novos há muito tempo, tenho muitos, na minha estante que não é estante, ainda por ler.  No entanto quando vi este livro a 5€ no Continente não resisti e assim que terminei o livro Xeque ao Rei comecei com Os Adivinhos de Libba Bray. E ainda bem que o fiz! 

Resultado de imagem para os adivinhosOs Adivinhos foi um livro que me deu um gosto imenso ler, fiquei completamente presa do início ao fim. O livro leva-nos para os belos e loucos anos 20, onde ficamos a conhecer uma Evie, inocente e ao mesmo tempo saída da casca, de quem aprendemos a gostar. Evie é a típica rapariga da terra que quer fugir para a grande cidade, não que seja bem atrás dos seus sonhos mas à procura de mais emoção, novas aventuras na vida dela. Devido a um "incidente" relacionado com um dom que tem, é recambiada (e com muito gosto da parte de Evie) para Nova Iorque, para casa do tio solteiro, curador do Museu Americano de Folclore, Superstição e Ocultismo, ou Museu dos Arrepios como todos o conhecem. 
O tio, Will, é chamado para ajudar de certa forma a polícia quando uma rapariga aparece morta com um estranho símbolo gravado na testa. Evie "cola-se" ao tio para desta forma ter uma aventura como sempre quis, não imaginando no que poderá acontecer. O dom que a colocou em sarilhos na terrinha acaba por ajudar e ser essencial nesta investigação de sucessivos e intrigantes homicídios. 
Entre a investigação dos homicídios e as aventuras pelos bares clandestinos de Jazz descobrimos outros mistérios de personagens que nos fazem querer chegar ao fim do livro rapidamente para percebermos tudo. 

Pessoalmente cheguei ao fim e queria mais. Existem mistérios por desvendar. Personagens de quem queremos saber mais. E descobrir o que está a chegar e para que servirão os Adivinhos. 

Pelo que pesquisei existe já o segundo livro em inglês. Em Portugal não sei se existirá tradução e a existir quando sairá, mas que gostava de ler a sequela gostava. Pode ser que a Leya faça uma surpresa. 


9 de novembro de 2016

Ficaram burros?

Não percebo esta escolha dos americanos. Não sei se Hillary seria a melhor opção, mas do mal o menos pensaria eu..depois de ouvir tanta parvoíce da boca daquele homem.


Aguardemos para ver o que vão acontecer com a América.

27 de outubro de 2016

Resposta aberta à famosa carta aberta

Cara Maria, 

Antes de mais parabéns pela tua média de conclusão do ensino secundário. Tenho pena que não tenhas conseguido entrar no ensino superior, no curso com que sem sonhaste, mas deixa-me dizer umas coisas em jeito de resposta à tua carta ao Sr. Presidente da República. 

Para começar ainda bem que tens uns pais que te permitem estudar espanhol e que te oferecem essa oportunidade de estudar para Espanha. Deves estar muito agradecida por isso, porque nos dias que correm a hipótese de estudar no ensino superior já se torna uma dor de cabeça às vezes, quando mais estudar fora do país. Por isto tudo espero que saibas a sorte que tens. 
Depois vou-te contar uma história, a história duma rapariga que até gostaria de ser médica, ajudar os outros, só que não tendo uma média alta nem colocou Medicina como opção aquando da candidatura ao ensino superior. Optou por outros cursos relacionados com a saúde porque era a área que ela gostava. No em que terminou o 12º ano não conseguiu entrar na faculdade. As médias, nesse ano, ficaram altíssimas e nem o 17,5 no exame de Matemática que ajudou a elevar a média lhe serviu de muito. Ficaram altas na faculdade onde queria entrar, perto de casa, porque depois de uma pequena pesquisa ela viu que com a média que tinha conseguiria entrar no mesmo curso mas longe de casa. No entanto a hipótese de estudar fora de casa nunca foi colocada em casa, a rapariga sabia que seria um grande esforço para os pais, um esforço que dificilmente conseguiriam suportar, pelo que apenas se candidatou para faculdades onde pudesse ficar em casa. O esforço mesmo assim seria grande, porém suportável dentro do possível. O resultado desta opção dela foi que ficou um ano a fazer melhoria de notas, subiu a média, tirou outro 17,5 no exame de Matemática e conseguiu entrar na faculdade. No entanto nem precisava de ter feito melhoria, a média que tinha no ano em que não entrou bastaria para entrar no ano seguinte. Hoje em dia e apesar do curso tirado trabalha numa área diferente. O mercado está saturado. Sabe que o trabalho que conseguiu foi graças a ter aquela licenciatura mas sente que foram quatro anos quase que deitados fora. 
Por isso acredita que tens sorte quando digo que ainda bem que colocas a hipótese de ir para fora estudar. No caso da rapariga isso nem era uma opção, por muito que quisesse entrar na faculdade. Acredito que estudar fora seja sempre uma mais valia, mesmo que vás de certa forma "obrigada", como referes na carta. 
A entrada na faculdade sempre foi por média, pelo menos desde que me lembro, e é a maneira mais "fácil" de ser justa. Claro que por vezes não o é. e falamos de notas inflacionadas no secundário, as excepções à regra, contudo quem tem nota mais alta entra quem tem nota mais baixa não entra. Não se avalia o lado humano, isso acontece nos filmes americanos, mas se assim fosse já viste como seria articular tanta entrevista, tanto candidato, tanta faculdade e instituto? Eu percebo o que queres dizer, há pessoas que apesar de saberem a teoria não a conseguem por em prática, ou não têm jeito ou aptidão para aquilo, só que como conseguem entrar em determinada área vão. Concordo contigo nesse aspecto, só que a prática desta questão não é fácil. Como seria gerir isso? Fazer apenas para determinados curso? Também não seria justo... É complicado a atribuição dos lugares em causa através das notas. Tal como é feito em alguns trabalhos, fazem uma média consoante experiência e formação e depois o lugar é dado a quem obter nota mais alta. 

Ao ires para Espanha não dás a Portugal a 2ª oportunidade que talvez mereça, tal como ele te dá a ti permitindo que o teu exame de Fisico-Química no qual tiraste boa nota seja válido na candidatura do próximo ano, bem como, caso realmente vás estudar para Espanha, te permite fazer o internato cá. 
É frustrante não entrar? Claro que sim. Ver o esforço que se fez e não ter resultados, mas a vida é assim. Existem adversidades e cabe-nos superá-las. E se tu tens a oportunidade de superar indo para Espanha, estudar o que realmente queres, então força, vai. A vida somos nós que a construímos. Tal como tu, ficaram vários candidatos sem colocação, tal como a rapariga da história ficou há uns anos. Muitos, acredito eu, não têm essa oportunidade. Alguns deles começarão a trabalhar e depois disso é difícil retomar o ritmo de estudo, o sonho de um curso superior vai ficando para trás. 

Boa sorte para ti, Maria. Boa sorte para o curso, mas essencialmente para a tua vida. Não será o curso que te definirá, por muito que sonhes com ele. Será a forma como enfrentas a vida...  

22 de outubro de 2016

Xeque ao Rei de Joanne Harris

Resultado de imagem para xeque ao reiJá tinha saudades de ler um livro completo, sem desistir no início. O facto de andar de transportes públicos para o trabalho facilita-me a leitura e ter estado praticamente desde o início do mês em casa, sem as viagens constantes, fez com que terminasse o livro rapidamente até. 
O Xeque ao Rei foi um livro que já tinha começado, há uns tempos atrás, mas c.) Voltei a insistir este mês, o início do livro novamente confuso, aliás todo o livro, contudo continuei a ler. 
Nunca tinha lido nada desta autora, Joanne Harris, apesar do sucesso que faz. Tem uma escrita cativante, descreve bem e envolve o leitor de forma a que se sinta no espaço e tempo do livro. Gostei da escrita da senhora. 
Quanto ao livro, à história do livro, prende completamente o leitor (mais para o meio do livro, depois de entender a dinâmica) e é surpreendente, mesmo surpreendente. Só desvendei o final quando a autora desfez parte do mistério. Até lá desconfiava de outro desfecho e mesmo o próprio final não deixa de ser diferente da 2ª opção que imaginava. Da história pouco se pode contar, temos como local St. Oswald's, um colégio masculino, onde costumes e tradições se mantêm. É a melhor definição que consigo...o resto é ler o livro. 

Apesar da escrita diferente, o livro acaba por ser muito interessante. Até que ponto vivemos obcecados por alguma coisa? Até onde as tradições e costumes se devem manter? Nem tudo o que parece é...descobrimos no final esta grande verdade, mesmo com algumas "pistas" ao longo do livro. Gostei e não estava à espera...de gostar, da escrita, da história. 

13 de outubro de 2016

Para o próximo mês...

Como dia da visão que é, cheguei ao trabalho e descobri que quase ia ficando sem óculos. Para não variar o parafuso de uma das hastes estava quase saído...já não é a primeira vez. Lá consegui arranjar mas não estão grande coisa. 
Preciso de uns óculos novos. Já o ando a dizer há algum tempo,  mas tal como a notícia que li sobre os portugueses não comprarem óculos, nem irem a consultas de oftalmologia, por falta de dinheiro para os comprar, tenho adiado o gasto. E por este andar ainda vou adiar mais um bocado porque estou a ver outras despesas principais. Não é que os olhos não sejam uma prioridade porém a graduação ainda se mantém, é mesmo uma questão de trocar de óculos porque estes estão velhinhos. Para o próximo mês talvez volte a pensar nisso..