4 de outubro de 2016

Sou capaz

Como trabalhei sábado ontem não fui trabalhar. Para me dar esta "folga" foi - me perguntado se eu conseguia fazer determinada tarefa apenas estando hoje, ao que respondi que sim. Quem me perguntou não faz ideia do trabalho que é ou deixa de ser mas não interessa para o caso. 
Hoje lá vim trabalhar sabendo o que tinha para fazer e até quando.  Agora à hora do almoço disse que tinha a parte inicial praticamente toda feita que de tarde iria ser só concluir. Pois que uma colega de trabalho, essa sim que percebe da coisa, me pergunta "já?".


Não sei bem como deva entender este já. Será que eu sou rápida? Será que achava que não tinha  capacidades para realmente fazer tudo hoje? Não sei..mas não ia responder que conseguia terminar tudo hoje se realmente achasse que não conseguia. Sei o que digo, sei do que sou capaz...mesmo que o trabalho não seja totalmente desafiante.

3 de outubro de 2016

Mealheiro

Gosto de comprar raspadinhas. Não costumo passar dos 2, 3€ ao comprar e não é todos os dias nem coisa que se pareça. Vou comprando.. Euromilhões raramente faço. E também das poucas vezes que joguei nunca saiu nada, daí apostar nas raspadinhas. 
Resolvi agora que vou juntar o dinheiro que for ganhando nas raspadinhas (que é quase sempre para o gasto). Vou fazer um mealheiro com o dinheiro do jogo, pode ser que daqui a uns anos tenha um valor considerável.

27 de setembro de 2016

Tu..simplesmente tu

O teu sorriso. O teu abraço. O teu beijo. Tu. Só tu. 

Fazes - me sentir segura, como ninguém me faz sentir. Quando a vida não corre como queria, só apetece agarrar - me a ti à espera que melhore. És o meu porto seguro. 
Já me viste rir como muita gente já me viu. Já me viste chorar como pouca gente me viu. Já me viste no meu melhor e no meu pior e continuas aqui. A meu lado. Obrigada por isso, a sério... 
Não sabes o bem que me fazes. O quanto me fazes querer estar bem, para ti e por ti. Sei que tens muito a desculpar - me...que o trabalho (dum lado para outro) não nos ajuda. A dita cuja também não. É complicado..ou eu é que complico. Tanto faz...o que interessa é que tenho de pedir desculpa.  Mil desculpas. 
Também tenho a agradecer - te. Obrigada por aquele café que foi um compal de pêssego. Obrigada por ainda não teres ido embora. Obrigada por me aturares. Obrigada por me dares na cabeça. Obrigada por estares ao meu lado. Obrigada a ti!

Chegar a casa

Chego a casa e nem um postal à minha espera...Há quase duas semanas que não recebo nenhum. Enviei alguns na segunda, mas ainda não chegou nenhum...tenho de aguardar. 
Tinha, no entanto, à minha espera uma carta do banco. Pelos vistos o meu cartão de débito terminava agora e eu não tinha dado conta. Mandaram um cartão todo catita! Gostei apesar de não haver postais...

A estadia vai ser curta. Quinta lá volto para a outra "casa" e desta vez vai ser até sábado...aí trabalho, a quanto obrigas.

Isto é normal?

Adormeci super cedo...as viagens dão cabo de mim. Acordei por volta das 3h e qualquer coisa..custou um pouco a adormecer novamente e quando adormeço tenho pesadelos. Mas isto é normal?

Ao menos consegui sobreviver e disparar umas armas, sendo que uma delas parecia uma caneta.

21 de setembro de 2016

Alzheimer todos os dias

Dizem que hoje é dia do Alzheimer. Dia que não precisa de ser lembrado como tantos outros...talvez seja necessário lembrar à própria pessoa que padece da doença devido ao esquecimento característico, mas quem cuida, seja familiar ou não, nunca esquece. 
É complicado cuidar de quem sofre de demência - Alzheimer ou não. O esquecimento, a perda de capacidades, a agressividade, a pacividade, nunca se sabe bem com o que contar. 
Neste momento o meu avô está acamado e supostamente com Alzheimer, consequência de dois AVC's, um isquémico e outro hemorrágico. Digo supostamente porque não sei até que ponto não é "apenas" demência dado ter sido consequência dos AVC's. No entanto as características mantêm-se, tanto está calmo, a dormir, como está a barafustar, a querer sair da cama, a pedir roupa, a querer ir embora. Tanto reconhece as pessoas como não...já chegou a perguntar à minha mãe se ia visitar o pai dela. É este não reconhecer que me magoa mais. 
Para ele, quando está lúcido, que são poucas vezes, percebo que seja difícil ter chegado "aquele ponto", estar num local onde não queria estar, longe do local onde nasceu e sempre viveu. Depois penso que na maioria das vezes ele não sabe bem onde está... 
Do outro lado temos a minha avó, que está 24 horas por dia com ele e não o larga por nada, a minha tia, que mal ou bem lá está a tomar conta dele, a minha mãe, eu própria. Nós temos que ver aquele homem que em tempos era alguém cheio de energia, que não parava quieto, forte, transformado em alguém acamado, sem vida praticamente, que precisa de ajuda para tudo. 
Aquele homem em tempos forte, transformou - se em alguém magro, com um olhar triste. Eu vejo que é o meu avô pelo olhar...simplesmente pelo olhar doce que tem. Quantas vezes não sabe quem eu sou. Quantas vezes está a dormir tardes inteiras  e outras a berrar porque quer ir embora. Os AVC's tiraram - lhe a vida, mesmo que continue a viver. Não estou a ser insensível, não estou a dizer que preferia que tivesse morrido ou algo assim, simplesmente estou a dizer que não vejo naquele homem sempre o meu avô. Aquele avô que tinha sempre um abraço e um beijo para a sua netinha. Aquele avô que telefonava quase todos os dias para saber como estávamos  (e nós para saber como eles estavam). Aquele avô que fazia tudo, que se desenrascava mesmo vivendo numa zona rural onde não há nada, fosse medicação, fosse comprar um telemóvel sem avisar ninguém, colocar tv por cabo, etc. Aquele avô que escrevia com letra ainda meia à primária (e que eu considerava das letras mais bonitas que já tinha visto). Aquele avô que contava histórias de tempos antigos, que pegava comigo por causa do F.C.Porto. Esse avô não é aquele. Já não faz nada disto. Aquele é outro avô, continua a ser meu, ele está lá, basta ver o olhar, mas de forma diferente. 
Porque tinha de acontecer a ele? Porquê ele ficar como está?  Ninguém merece ficar doente, demente,  perder as capacidades cognitivas, esquecer os seus. Porém ele não merecia mesmo...

Que todos os que cuidam de pessoas com demência, Alzheimer ou não, sejam homenageados todos os dias, não apenas quando existe um dia para tal...

18 de setembro de 2016

De princesa a gata borralheira

A R. casou, teve o seu grande dia. Hoje apesar de ser o dia dela, senti - me uma princesa. Um vestido comprido e elegante. Penteada e maquilhada como poucas vezes (ou quase nenhuma vez) ando. Salto alto mesmo que trocado por umas sandálias rasas rapidamente. Para além disto tudo tive alguém, que não conhecendo ninguém, me acompanhou de forma a que o estatuto de princesa se mantesse.
Obrigada por tudo mesmo! Não sabes o quanto foi importante.. a tua presença torna qualquer momento especial. E se este evento já o era de certa forma, tê-lo vivido contigo foi muito muito especial.
Agora é hora da princesa desaparecer qual gata borralheira. A maquilhagem vai desaparecer, o penteado desfazer - se e o vestido arrumado.

PS: felicidades aos noivos!