21 de abril de 2015

Que jogo foi este?

Que Porto foi este? Onde estava a agressividade, a força demonstrada na primeira mão? Não vi nada disso hoje...
Perdemos e perdemos bem. Parecia uma equipa totalmente diferente...

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20 de abril de 2015

Fora de mim

Esta semana vou estar fora da minha zona de conforto, começou hoje. E porque detesto coisas combinadas à pressa e que na minha lógica não tem grande sentido, estou a entrar em parafuso.

Já controlei lágrimas, já deixei correr algumas. Não sei como me sentir :(

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18 de abril de 2015

A história da mizuage

"- Os homens têm uma espécie de... bom, de uma "enguia" neles - disse ela. - As mulheres não a têm. Mas os homens têm. Está situada...
- Acho que sei de que é que está a falar - disse - mas não sabia que se chamava enguia. 
- Não é de facto uma enguia - disse Mameha. - Mas fingir que é uma enguia torna as coisas muito mais fáceis de compreender. Por isso pensemos nisso desta maneira. Eis a coisa: esta enguia passa a sua vida inteira a tentar encontrar um lar, e o que é que pensas que as mulheres têm dentro de si? Cavernas, onde as enguias gostam de viver. Esta caverna é de onde vem o sangue todos os meses quando as "nuvens passam sobre a lua", como dizemos às vezes.
(...)
- Podes não saber o seguinte acerca das enguias - continuou Mameha - mas funcionam de maneira territorial. Quando descobrem uma caverna de que gostam, meneiam-se à roda lá dentro por um bocado para ter a certeza de que..., bom, calculo que para terem a certeza de que é uma caverna simpática. E quando se decidem que é confortável, marcam a caverna como seu território... cuspindo. Compreendes?
(...)
- E eis aqui a parte que te pode parecer mais estranha - continuou Mameha, como se o que ela até ali me contara não tivesse parecido. - Os homens na verdade gostam de fazer isso. De facto, gostam mesmo muito, Até há homens que fazem pouco mais nas suas para além de andarem em busca de diferentes cavernas para nelas deixarem viver as suas enguias. A caverna de uma mulher é particularmente especial para um homem quando nenhuma outra enguia ainda lá esteve antes. Compreendes? Chamamos a isto mizuage
- Chamamos mizuage a quê?
- À primeira vez que a caverna de uma mulher é explorada pela enguia de um homem. É a isso que chamamos mizuage."
in Memórias de uma Gueixa

Esta é a descrição da mizuage, ou seja, da primeira relação sexual da mulher. Foi ao ler isto que me ia a rir no metro, como uma tolinha, para o livro. No caso específico do livro, a mizuage foi como que leiloada e quem pagou mais foi o primeiro homem a ter a sua "enguia numa caverna por estrear", mas isto remonta a umas boas décadas atrás. Hoje em dia presumo que já não existam leilões, pelo menos em países mais desenvolvidos, noutros países é uma condição para o casamento. E claro que a primeira vez de alguém é importante mas a questão que coloquei num post anterior, foi até que ponto os homens dão importância a ser o primeiro de alguém? É importante ou o passado sexual de uma pessoa não interessa? Porque existir quem esteja disposto a pagar por isso ou a anular casamentos por não ser o primeiro existe! Pessoalmente, penso que os homens dão mais importância a serem o primeiro do que por vezes transmitem. Não sei se será a ideia de quebrarem uma "barreira" ou algo do género. Lá está, é a excitação/fascínio por experimentar algo novo, que no caso das mulheres é notório com o sangue. Não sei isto será verdade ou não, é apenas uma opinião minha, que poderá até ser válida de certa forma para as mulheres também (torna-se é mais difícil saber se aquela enguia não andou por outras cavernas anteriormente). 

Memórias de uma Gueixa

O livro que terminei esta semana foi o "Memórias de uma Gueixa" de Arthur Golden. 

Comprei o livro já há algum tempo (a capa do livro que tenho não é esta) e até já o tinha começado uma vez, mas depois não deu para continuar a ler e comecei-o novamente quando terminei o livro do D. Afonso Henriques. 
O livro conta-nos a história de Chiyo, uma menina que vive na sua casinha bêbada com os pais e a irmã. Por motivos da vida acaba a viver em Gion, como criada inicialmente para depois (se a Mãe achar que vale a pena) tornar-se aprendiz de gueixa. Contudo Chiyo mete-se em sarilhos e a sua caminhada não é fácil. A irmã acaba por fugir do mundo da prostituição, mas ela fica presa em Gion e tem de pensar no que vai fazer da vida - fugir, ficar como criada ou até tornar-se gueixa. A escolha é facilitada se é que podemos dizer assim por uma pessoa que a encontra a chorar perto do rio e que para surpresa de Chiyo é bondosa para ela. Chiyo acaba por se tornar Sayuri, uma das maiores gueixas do Japão. Uma vida de adaptação incrível. O resto da história fica para quem ler...ou ver o filme, coisa que não fiz por isso não sei até que ponto retrata o livro. 

Devo dizer que pouco ou nada sabia sobre gueixas ou sobre o Japão até. Sabia que faziam companhia a homens, que usavam kimonos bonitos e pouco mais. Ao ler o livro fiquei a saber muito mais, Um mundo que acaba por ser fascinante de certa forma. Claro que existem partes menos boas, o facto de ter sido comprada, de terem dívidas sem realmente terem feito algo para as terem, a compra da mizuage, os possíveis dannas, Mas consigo entender o porquê de existir um fascínio por estas personagens. Não sei explicar muito bem. 

Acabei por ler o livro rápido, havia partes em que tinha de parar de ler por motivos de força maior e o que queria era pegar no livro e saber o que acontecia a seguir. Foi um livro que me surpreendeu pela positiva :)

13 de abril de 2015

Mizuage - a importância

Até que ponto os homens dão importância à mizuage das mulheres? No livro que estou a ler fala disso como sendo uma espécie de conquista para o homem mas passa-se no início do séc XX. Será que hoje em dia é assim algo de especial para os homens?

(A minha opinião fica para a próximo post, espero)

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12 de abril de 2015

Lembranças

É impressionante como um simples cheiro/perfume como queiram chamar nos faz lembrar tanto de uma pessoa... Ainda hoje não consigo identificar o perfume, mas o primeiro pensamento vai sempre para ele.

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11 de abril de 2015

Afonso Henriques, o Homem

Esta opinião já andava para ser escrita há pelo menos uma semana, se caminho estou a terminar o outro livro e ainda não escrevi nada sobre este.

Primeiro de tudo tenho de referir que dificilmente compraria este livro. Apesar de ser um romance é baseado na história de Portugal e história (de Portugal ou outra qualquer) sempre foi coisa que nunca me interessou. Chegou-me às mãos como prémio de um passatempo (aqui a Inês costuma participar em passatempos, especialmente de livros, e muito de vez em quando lá surge algum prémio aqui em casa) e assim lá peguei nele para ler: Afonso Henriques, o Homem de Cristina Torrão.  

Custei a entrar no ritmo do livro (deve ser problema meu, porque são poucos os livros que me prendem logo desde o início), mas fui insistindo e quando terminei gostei do que li, o que me surpreendeu. Fiquei até curiosa para ler outros livros da autora. 
O livro começa com o morte de D. Henrique quando Afonso Henriques tinha quatro anos. Contudo é a parte da conquista do território ao mouros e disputas com o primo já em adulto que prende uma pessoa ao livro. A juntar a isso a vida amorosa de Afonso, o facto de não ter sido possível casar com a sua grande paixão, o casamento "forçado", a distinção dos filhos legítimos e ilegítimos e como estes se devem ter sentido. A luta pelo título de Rei de Portugal. 
Para além da vida de Afonso Henriques, também a vida dos filhos é retratada no livro. Temos diferentes pontos de vista sobre o mesmo assunto, o que mantém o interesse no livro. 

Este livro mostra como poderá ter sido Afonso Henriques enquanto homem, enquanto líder, amante, estratega, pai, tudo e mais alguma coisa, conseguindo no fim ter o seu reino e ser reconhecido como Rei de Portugal. 

Devo dizer que teria muito orgulho se o primeiro Rei de Portugal tivesse sido como este livro o retrata. Se o homem que conquistou este território aqui à beira mar plantado foi assim um excelente estratega tão impressionante, uma pessoa tão interessante, pois bem temos bons ascendentes (que nem sempre se vê nos portugueses de hoje). 

Que eu tenha um bocadinho em mim deste Afonso Henriques e que consiga no fim triunfar :)