Não sei bem porque vim ao blog...porque liguei o computador a esta hora para vir propositadamente aqui. Talvez porque os meus pensamentos estavam a organizar-se em frases. O que não tem muita lógica, mas eu também não ando com muita lógica. E agora que aqui estou parece que me deu uma branca.
Ando completamente em baixo, depressiva não será o termo correcto mas andará lá perto talvez. Sinto-me como se usasse duas máscaras, a minimamente bem disposta para os outros e a que está em baixo quando estou realmente sozinha. Não consigo perceber qual das duas será a verdadeira.
Sinto-me um fardo. Sinto-me cansada. Sinto-me sozinha, sem ninguém, mesmo rodeada de pessoas. Sinto-me "abandonada", apesar de saber que também devo ter abandonado. Nem sei como me sinto.
Apetece-me desistir de muita coisa. Apetece-me fugir de tudo. Apetece-me virar costas aos problemas. Não quero desiludir ninguém e mais importante não quero desiludir-me. Estou cada vez mais perdida.
No outro dia perguntaram-me o que fazer da vida, não da minha mas da própria pessoa que perguntou. Algo difícil de responder, se não impossível, porque nem eu própria sei o que fazer da e com a minha vida. A tristeza vai entrando. E cada vez me sinto menos eu, menos bem comigo. O que fazer para mudar? Não sei. Não sei nada.
Tudo o que estou para aqui a escrever não tem lógica. São palavras que vão surgindo, bocados de frases. Tal como estou, aos bocados. Não sei o que me reserva a vida, não sei o que espera de mim, mas eu não me sinto em condições de lutar pelo que seja. Estou cansada. Falta-me alegria. Falta-me uma luz que apareça por mais ténue que seja.
Neste momento devo ser um misto de coisas...cansaço, desilusão, stress, solidão, fingimento com as máscaras. Como sair deste combinado? Como tornar a minha vida mais alegre? Como sobreviver à minha vida? Simplesmente como?
A esperança que melhores dias apareçam existe por vezes, só que é tão difícil mantê-la todos os dias ou pelo menos nos momentos mais importantes. Não sei o que fazer...sinto-me congelada no mundo.
E como diz a canção: "a ver os sonhos partirem, à espera que algo aconteça". Sonhos que nunca mais acontecem.